| Emilio Pucci: o Príncipe das Estampas |
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| Por Mirela Lacerda | |
| 14 de June de 2007 | |
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Fotos: reprodução As estampas mais inconfundíveis do planeta estão comemorando 60 anos. A marca florentina, fundada por Emilio Pucci transformou-se em fenômeno na década de 50, quando os desenhos gráficos e abstratos passaram a freqüentar o guarda-roupa de jet-setters e estrelas como Marilyn Monroe. O estilista, que também era o marquês de Barsento, nasceu em Nápoles em 1914, mas morou boa parte de sua vida em Florença, onde vivia no palácio de sua família.
Sua primeira criação foi uma roupa de esqui que foi fotografada para a Harper’s Bazaar. Três anos mais tarde, em 1950, abriu sua primeira loja em Capri e desenvolveu o famoso modelo de calça mais curto que leva o nome da ilha. Em 51, Pucci voltou para Florença e fez seu primeiro desfile. O cenário não poderia ser mais perfeito: o palácio da família, que se transformou também no ateliê e na sede da grife. Seu objetivo era dar liberdade de movimento às mulheres e para isso inspirava-se no mar Mediterrâneo e na cultura oriental, com suas túnicas, turbantes e palazzo-pijamas. As estampas, que combinavam cores vibrantes, como azul, rosa, roxo, verde e amarelo em desenhos geométricos, tornaram-se verdadeiros ícones, sobretudo nos anos 60. Não é à toa que Pucci ficou conhecido como “príncipe das estampas”.
O sucesso foi tão grande que logo os desenhos passaram a estampar outros projetos, como por exemplo, os uniformes da Braniff International Airlines, a logo da Apollo 15, porcelana para a Rosenthal, roupas de cama e banho para a Piume, estampa para a Qantas Airlines e o interior do Ford Lincoln Continental Mark IV. Em 90, enquanto a marca estava novamente despertando o interesse dos consumidores, a filha de Emilio, Laudomia Pucci, passou ao comando da grife. O estilista morreu em 29 de novembro de 92 e em 2000, o conglomerado LVMH adquiriu 67% do capital da Pucci. Laudomia permanece como diretora de imagem da marca que já teve a direção criativa de Julio Espada, Christian Lacroix (uma escolha acertada que durou até a LVMH vender a marca do estilista francês) e, desde 2005, está nas mãos do inglês Matthew Williamson. Manter a identidade da Pucci e ao mesmo tempo imprimir a sua marca pessoal não é uma tarefa fácil e Williamson tem feito um bom trabalho.
Há cerca de um mês, uma festa para 250 convidados no Palazzo Pucci, em Florença, marcou as celebrações de 60 anos. Durante o evento, foi lançado também o novo perfume da grife, que espera repetir o sucesso da Vivara, a fragrância criada em 1966 e que trazia as cores emblemáticas em sua embalagem. Se no passado, Marilyn Monroe foi uma das estrelas que contribuiu para popularizar a Pucci, hoje Matthew Williamson conta com suas amigas-celebridades como Liz Hurley, Kylie Minogue e Sienna Miller (que esteve no último desfile, em fevereiro) para ajudar a manter o prestigio da Pucci.
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