| Mercedes-Benz Fashion Week - New York: 05 a 12/09 |
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| Por Mirela Lacerda | |
| 06 de September de 2007 | |
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12/09/07 Anne Klein: Isabel Toledo, estilista da marca há cerca de um ano, inspirou-se no trabalho do seu marido, o ilustrador Ruben Toledo, para criar a primavera 2008 da grife. Assim, as estampas iam de figuras geométricas computadorizadas a florais tipo aquarela. Mas o que mais chamou atenção foi a textura dos tecidos. Amassados, tricotados, metalizados...cada look ganhou um efeito especial. Na silhueta, uma leve inspiração nos anos 50, com cintura marcada por cintos finos e alguns vestidos. Apareceram também calças justas e uma pantalona, blusas e camisas semitransparentes em preto, branco, azul, cinza e prata. Fotos: reprodução Donna Karan: a estilista conseguiu passear por quatro temas em seu desfile: começou com um safári romântico, em tons de bege e caramelo, com chapéus, shorts, jaquetas mais curtas, saias abaixo dos joelhos e cintos marcando a cintura. Depois, fez um mix de anos 40 e 50, com saias retas, blusas de mangas fofas e plataformas, alternadas com vestidos de saias amplas, decotes cruzados, tecidos transparentes e bordados florais, além de looks em jeans e toques de vermelho. Finalmente, para fechar o desfile, veio a inspiração na indumentária grega com os longos de jérsei em branco e cinza, drapeados e com diferentes decotes que Donna sabe fazer tão bem. Um ótimo passeio.
Tommy Hilfiger: os clássicos do sportswear americano foram os pontos de partida para a coleção, que teve ainda referências navy e aos anos 20 e 70. O estilista investiu em peças básicas do guarda-roupa, como jaquetas, trench-coats, vestidos retos, chemisiers, pantalonas e muitas camisas. As cores também eram neutras, com muito preto e branco, bege e um pouco de rosa. Tudo muito prático e comercial.
Calvin Klein: Francisco Costa ou Calvin Klein? Difícil definir, porque o desfile poderia muito bem ser apresentado nos anos 90 quando o próprio estilista estava à frente de sua marca e o minimalismo reinava absoluto. A coleção começou com looks brancos de ternos, saias abaixo dos joelhos e vestidos longuetes. Aos poucos apareceram algumas cores: cinza, bege, azul e verde. Os vestidos tinham cortes interessantes, as jaquetas, referências esportivas e os tecidos, um brilho suave. Alguns looks vieram em estampas quadriculadas e no final, entraram os longos monocromáticos em série. Fica a pergunta no ar: será que as mulheres do século XXI estão preparadas para um minimalismo tão puro novamente? Fotos: reprodução
Monique Lhuillier: feminina, delicada e suave são adjetivos comuns para descrever o estilo de Monique. E ela segue fazendo tudo isso e conquistando cada vez mais adeptas. Os vestidos tinham cintura no lugar ou eram vaporosos, tipo deusa grega, com drapeados e assimetrias. As cores eram pele, cinza e preto. Os babados apareceram em profusão, acompanhados dos laços e das estampas florais. Enfim, nada muito novo, mas tudo muito feminino, delicado e suave.
Zac Posen: o estilista foi para os campos em busca de inspiração. À primeira vista, o tema não parece se encaixar com a sua proposta de vestidos exuberantes, perfeitos para o tapete vermelho, e o início do desfile foi marcado por looks mais casuais, incluindo calças, shorts, mini saias e coletes em preto, branco e bege. Mas os longos não poderiam ficar de fora e apareceram arrasando, com muitos babados – que, aliás, marcaram toda apresentação – e em tons de azul, turquesa, amarelo e vermelho. O efeito manchado deu um look interessante a alguns vestidos que já são promessas para o red carpet.
Anna Sui: a loja Biba, de Barbara Hulanicki, foi a grande inspiração da estilista que encheu a passarela de vestidinhos, shorts, boleros, pantalonas e lenços que eram a cara da famosa butique. O update ficou por conta das perucas punks das modelos e dos tecidos metalizados. Estampas gráficas e florais também apareceram bastante, assim como blazers de ombros estruturados e mangas fofas. Tudo em perfeita sintonia com o universo boêmio de Anna. Fotos: reprodução Carolina Herrera: a estilista sempre privilegia as criações românticas e femininas e desta vez não foi diferente. Variações de estampas florais – pequenas, grandes, com aplicações – marcaram o desfile, complementadas por laços e cardigãs usados com vestidos (chemisiers, curtos, longos). O forte de Carolina são os looks de noite, que apareceram em tecidos metalizados e trabalhados sob a forma de vestidos longos mais retos ou volumosos.
Marc Jacobs: a leveza romântica de tantas estações deu lugar a uma leveza mais sexual, afinal o underwear foi o tema do desfile. Os tecidos transparentes, a renda e o cetim apareceram bastante realçando o efeito trompe l’oeil que trazia calcinhas e sutiãs estampados em calças, blusas e vestidos sobre a roupa de baixo verdadeira aparente. Outros detalhes importantes foram as aplicações de flores, os broches de bichos, as luvas e os arranjos na cabeça das modelos (alguns eram quase chapéus, outros totalmente surrealistas). Houve espaço também para as estampas florais e até vestidos-camiseta com números no peito (uma referência ao futebol?). Porém, o que chamou mesmo atenção foi a construção das peças, sempre exibindo o underwear, seja nos casaquinhos que não fechavam completamente ou nos tecidos emendados assimetricamente. Enfim, um verdadeiro espetáculo que só Marc Jacobs sabe fazer. Veja mais sobre o desfile e os convidados na seção Atualidades.
Oscar de la Renta: o estilista cria para mulheres elegantes, sofisticadas e interessadas numa moda além das tendências. Não que as peças-chave da próxima estação (pantalonas, vestidos com cintos marcando a cintura, jaquetas safári, estampas tribais e cores neutras x fortes) não estivessem presentes, mas Oscar faz tudo de uma maneira atemporal e extremamente chique. Para complementar, a trilha ficou a cargo de uma orquestra de alunos de uma high school que tocou jazz.
3.1 Phillip Lim: ele é um dos novos talentos mais bem-sucedidos da atualidade, acaba de abrir uma loja na Mercer Street e lançar uma linha de óculos escuros. Mas o sucesso se deve mesmo às criações femininas e descomplicadas, que desta vez apareceram sob o tema “viagem”. Jaquetas, calças mais curtas, mini saias retas são ótimos para usar dentro de um avião. Para o destino final, vestidos drapeados, blusas transparentes e pequenos detalhes aplicados. Tudo em tons neutros (bege, marinho, cinza e branco) e vibrantes (vermelho, amarelo, laranja) fáceis de combinar. Fotos: reprodução Diane von Furstenberg: férias em uma ilha paradisíaca. Quem não sonha com isso? Diane pensou no tema e criou o guarda-roupa perfeito para o momento, afinal, uma mulher precisa ser elegante em todas as horas. Então, anote aí: vestidos estampados esvoaçantes, curtos e longos, pantalonas, camisas de manga curta, shorts, uma jaqueta safári, algumas saias envelope e camisetas não podem faltar. Cores fortes são obrigatórias: amarelo, rosa, verde, laranja e os tons de pôr-do-sol. Para complementar os looks, lenços na cabeça, óculos escuros e chapéus de abas largas (super tendência).
DKNY: Jodie Foster em “Taxi Driver” e Bianca Jagger nos anos 70 são os ícones que inspiraram Donna Karan para sua segunda linha. Chapéus de abas largas, ternos, shorts e uma silhueta mais justa marcaram o desfile que também teve vestidos de jérsei, cintos e faixas na cintura e peças um pouco mais soltinhas. A cartela segue a tendência neutros x vibrantes, com preto, branco e cinza misturados ao laranja, rosa e as estampas abstratas.
Michael Kors: com o casting mais bonito e estrelado da semana e a trilha de Xanadu tocando, Michael Kors conseguiu transportar seu público para um mundo perfeito e glamuroso. Suas mulheres, assim como suas clientes, são ricas, chiques e sabem vestir como ninguém o sportswear de luxo. O desfile começou com rosa, amarelo, laranja e verde lavados, misturados às estampas florais e às listras. Os vestidos, túnicas, maiôs e biquínis vão aparecer bastante no Caribe e no Mediterrâneo. Mas como, infelizmente, não se vive só de férias, a mulher que ficar na cidade vai ter a opção de usar pantalonas, jaquetas estruturadas e alguns vestidos em preto e branco, além de maxi bolsas ideais para carregar tudo o que for preciso para uma viagem rápida de fim de semana. Luxo.
Narciso Rodriguez: as linhas minimalistas e o corte impecável continuam os mesmos mas agora o estilista tem o grupo Liz Claiborne dono de parte de sua marca, o que significa mais capital injetado em sua produção. Mas vamos ao que interessa. Referências aos ninjas e a elementos da indumentária típica japonesa foram os temas principais, com tecidos leves aparecendo em vestidos que remetem aos quimonos e faixas do tipo obi. O comprimento era acima dos joelhos e as cores principais eram preto, roxo, cinza e branco com alguns toques de laranja e telha. Calças mais curtas e terninhos ajustados também marcaram presença, assim como algumas aplicações e bordados nos vestidos.
Lacoste: para celebrar os 75 anos da grife, o atual estilista, Christophe Lemaire, resolveu revisitar as suas origens: a década de 30. A silhueta era simples e ajustada, com poucos detalhes nas peças e muitas referências esportivas. A coleção foi quase inteiramente branca, com apenas alguns detalhes em preto, vermelho, verde-água e azul. Os vestidos-camiseta curtos e longos resumiram, juntamente com as pólos, todo o espírito da marca fundada por René Lacoste. Fotos: reprodução Ralph Lauren: um dos desfiles mais esperados da semana, afinal era a comemoração dos 40 anos da marca, não decepcionou. Pelo contrário, o espetáculo foi digno de Hollywood e as roupas dignas de quem criou um estilo de vida aristocrático. A coleção não tinha o propósito de ser uma retrospectiva, mas foi impossível não relembrar os temas favoritos de Ralph em cada modelo que entrava na passarela. O perfume vintage era forte nos looks à la “My fair Lady”, nas referências aos esportes como aviação e equitação, nos andróginos anos 20 e nos bailes do século retrasado, quando os homens usavam cartola e as mulheres longos embabadados. Somando-se a isso, boa parte do desfile teve como acessórios chapéus de abas largas, luvas e meias-calça e foi dominado pelo preto e branco, mesmo nas listras e estampas florais. Mas as cores como vermelho, amarelo, azul, verde e rosa-bebê, além dos florais coloridos apareceram com força total na segunda parte. Entre as peças-destaque, saias mais curtas e rodadas, muitos blazers, calças pantalonas e mais ajustadas, vestidos longos e acima dos joelhos e muitos babados. Enfim, um clássico americano. Confira a festa pós-desfile na seção Atualidades.
Rodarte: sim, Kate e Laura Mulleavy continuam criando peças delicadas e femininas e trabalham tecidos e modelagens de uma forma absolutamente incrível. Não, elas não querem mais fazer roupas lindas e pouco usáveis. Desta vez, os looks podem muito bem ser usados na vida real. A inspiração foi o Japão e os famosos mangás, mas o destaque mesmo vai para as saias armadas, os looks metalizados em azul e dourado, as calças justas, o decote de um ombro e os vestidos semi-transparentes perfeitos para o red carpet.
Rosa Chá: surrealismo e dadaísmo foram o ponto de partida para Amir Slama criar a primavera da Rosa Chá. Assim, recortes estratégicos e figuras geométricas apareceram nos maiôs, biquínis e vestidinhos da coleção. A mistura de cores quentes e frias, como amarelo e coral com verde e azul, funcionou bastante, mas o destaque mesmo vai para a excelente modelagem das peças que ganham recortes e torcidos únicos, garantindo o sucesso e a expansão da grife lá fora, mesmo que o tamanho dos biquínis ainda provoque reações de surpresa na platéia...
Temperley: Alice Temperley também se inspirou na Riviera Francesa dos anos 20, ajudando a tornar a região um dos temas mais importantes da temporada. Na sua viagem, apareceram muitos looks em preto e branco e uma silhueta mais folgada, mas também houve espaço para macaquinhos, tricôs, rendas, bordados, babados e um interessante exercício de volume. Cinza, dourado e laranja marcaram presença na cartela de cores de uma coleção fresca e feminina.
Y-3: a silhueta conceitual de Yohji Yamamoto continua a mesma, mas a cartela de cores...o público que está acostumado a ver muito preto e, no máximo um preto e branco, se surpreendeu com vermelho, azul e verde nos mini vestidos, blusas e calças amplas da coleção, que como faz parte de um projeto da Adidas traz sempre uma forte influência esportiva.
Behnaz Sarafpour: mais uma estilista levanta a bandeira ecológica colocando na passarela uma edição limitada de peças feitas em tecido orgânico e com técnicas naturais de tingimento. A iniciativa merece ser aplaudida mas o resultado ainda fica estereotipado no visual “étnico/safári/exótico”. Uma pena. As estampas de folhas em tie dye funcionaram, mas o excesso de bordadinhos de contas e aplicações de madeira foi cansativo. A segunda parte do desfile funcionou muito mais quando entraram em cena os tons de azul e verde, substituindo os beges e terrosos. Vieram também os vestidos – retos e em evasé – com cintura marcada e alta, uma tendência indiscutível aliás, e os casaquinhos de mangas amplas, que têm muito mais a cara da estilista. Fotos: reprodução Doo.Ri: a vencedora do último Vogue/Fashion Fund gosta de formas femininas e tecidos maleáveis como o jérsei. Desta vez, ela escolheu a organza de seda como a estrela da sua coleção e assim os vestidos drapeados e outras peças ganharam um ar leve e sofisticado. As cores principais foram cinza, marfim, marinho e preto. O cetim também apareceu bastante, tanto quanto os looks de cintura alta.
Proenza Schouler: Jack McCollough e Lazaro Hernandez agora têm o apoio do Valentino Group (para quem venderam 45% da marca) para alçar vôos mais altos e isso ficou claro na escolha dos materiais usados para a próxima coleção. Tecidos texturizados ganharam destaque no desfile, que veio com referências militares e gráficas. Na primeira parte, muitos coletinhos, vestidos-camiseta e botões aplicados nas peças. Depois, entraram as listras, uma estampa zebrada e alguns retorcidos. A cartela de cores poderia ser um pouco mais alegre (bege, cinza, telha e o infame mostarda foram as cores), com exceção do dourado dos últimos looks. A unanimidade ficou por conta das pernas de fora: mini saias e mini vestidos com volumes nos quadris simplesmente apareceram em todos os looks.
Thakoon: clássicos do sportswear americano marcaram presença na passarela de Thakoon Panichgul. Camisas, chemisiers, blazers, suéteres, pantalonas, saias abaixo dos joelhos...tudo muito confortável e casual. Porém, se as formas são simples, o mesmo não se pode falar das estampas – gráficas, pixeladas, florais, listradas – que deram uma cara contemporânea à boa coleção. No fim, looks monocromáticos em preto e prata.
Vera Wang: uma viagem à Roma antiga foi o ponto de partida da estilista, que costuma revisitar outras culturas (na estação passada foi a Rússia). No entanto, nada das túnicas-clichê, o que apareceu mesmo na passarela foram bermudas, vestidos de comprimento midi e uma cartela que ia do bege ao roxo, passando pelo oliva, azul e marfim. Vera também adora explorar os tecidos e abusou do cetim, do jérsei, do crepe da china, do chifon e da seda. As peças tinham volumes localizados e interessantes retorcidos (o que lembrava a indumentária romana). Os longos drapeados tinham a modelagem simplesmente impecável.
Alexander Wang: o novo queridinho da moda americana tem apenas 23 anos e está conquistando cada vez mais clientes com suas peças cool e descomplicadas. Para esta coleção, ele buscou referências no filme “Uma secretária de futuro” e nas criações de Armani nos anos 80. O resultado foi um mix de ítens masculinos, como blazers usados com mangas arregaçadas e camisas brancas, com mini vestidos, cigarretes de cintura alta, bermudas rasgadas e blusas. A cartela era composta de cinza, branco, preto e prata, que apareceu em looks metalizados. O clima descolado ficou bem evidente no styling feito pela top Erin Wasson, garota-propaganda da Cover Girl. Fotos: reprodução Badgley Mischka: a Riviera Francesa nos anos 20 e a década de 70 foram as referências de Mark Badgley e James Miscka. A dupla é conhecida pelos longos que, claro, estavam presentes em cetim e tule, com linhas à la Art Deco e alguns bordados. Mas a coleção também teve espaço para pantalonas de cintura alta, chemisiers, biquínis e maiôs. A cartela era composta de roxo, pink, amarelo, caramelo, marinho, verde, azul (esses dois últimos em efeito degradê), além de estampas florais e listras. Na cabeça das modelos, belos chapéus de abas largas.
Carlos Miele: o brasileiro está em franca expansão no exterior, por isso resolveu mostrar peças mais casuais além dos já tradicionais longos, em uma estratégia para divulgar a sua nova marca: Miele. As cores principais eram verde oliva cítrico, laranja, branco e cor da pele, com toques de vermelho e azul turquesa. O clássico fuxico apareceu em vários looks, dando uma textura interessante aos vestidos. Na linha mais casual, mini vestidos, saídas de praia, cigarretes e muitas peças com decote de um ombro.
Lela Rose: romântica, com um toque esportivo e retrô. Assim foi a boa coleção da estilista que vem ganhando cada vez mais notoriedade. Com muita renda Guipure, tafetá e cetim, Lela mostrou vestidos retos, bermudas e shorts soltinhos, peças com cintura alta marcada por cintos e blusas com decotes arredondados com algumas aplicações. A bainha em forma de pétalas foi uma boa sacada, assim como os chemisiers estruturados e o anorak de tafetá verde. Na cartela, verde, azul, marinho, laranja, amarelo, bege e dourado e prata em póas.
Miss Sixty: a marca italiana de jeanswear quer entrar com mais força no mercado americano e para isso investiu em um desfile estrelado. O designer Wichy Hassan deixou o jeans um pouco de lado para investir em bons acessórios e peças que vão do dia-a-dia à noite. A modelagem é curta e na maioria das vezes, justa, com calças, knickers e micro shorts, além de mini vestidos de cintura marcada e microjaquetas. Um certo volume apareceu somente nas blusas. Amarelo, marinho, rosé, bege e tons metalizados apareceram em listrados e estampas com a logo da grife. O público-alvo jovem da marca vai adorar.
Preen: a dupla inglesa Thea Bregazzi e Justin Thornton estreou na NYFW dando continuidade ao trabalho que desenvolvem nas passarelas londrinas há 10 dez anos. Uma silhueta que destaca o corpo graças aos retorcidos, recortes e drapeados nos tecidos é a marca-registrada da grife que fez um mix de anos 80 com referências esportivas. O resultado incluiu anoraks, blazers, cadarços ajustando blusas e calças, bermudas clochards, macacões, vestidos retorcidos e muitas amarrações. Os tecidos eram seda, cetim, camurça e na cartela, branco, cinza, amarelo, areia, lilás, azul, oliva e laranja.
Marchesa: a marca de Georgina Chapman e Keren Craig ficou famosa pelos longos “red carpet” mas para a próxima primavera a dupla quer diversificar e vestir as clientes em outras ocasiões também. A coleção foi inspirada na Índia do século XIX, quando o país era colônia da Grã-Bretanha. Com rendas, bordados e cores fortes (pink e laranja) misturadas a tons pastel, as peças tinham um luxo mais urbano, com vestidos curtos, tomara-que-caia, algumas calças e corselets. Mesmo em menor quantidade, os longos marcaram presença e arrasaram com camadas de tule e bordados de cristais. Fotos: reprodução Abaeté: Laura Poretzky tem descendência brasileira e foi justamente a praia, algo tão tipicamente nacional, que a inspirou. Mas, na verdade, foram as praias de South Beach, em Miami, e da Riviera Francesa que a estilista tomou como referência. A cartela lembrava os tons do sol, com muito rosé, bege e tons pastel, além de preto e branco. As formas eram leves e lembravam um pouco a Deauville dos anos 20, com vestidos acima dos joelhos, tomara-que-caia nos decotes, calças de prega e cintura marcada.
BCBG: Lubov Azria quis trazer a leveza da primavera para a passarela, com tecidos leves e transparências, criando tanto para mulheres “lady” quanto para meninas desavergonhadas. Assim, vestidos abaixo dos joelhos usados com carteiras alternaram-se com mini vestidos e alguns bustiers. O que foi marcante, no entanto, eram os cintos na cintura e os tons neutros na cartela de cores, com alguns toques de preto.
Erin Fetherston: a estilista já ficou conhecida pelas criações femininas e leves, mas desta vez ela quis um foco um pouco mais estruturado, investindo em calças e blusas em tons que variam do branco ao cinza, chegando ao prata. Transparências, pantalonas, alguns shorts e muitos vestidos também marcaram a coleção.
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