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London Fashion Week - 15 a 20/09 Imprimir E-mail
Por Mirela Lacerda   
17 de September de 2007

20/09/07


Adidas by Stella McCartney: num cenário que lembrava os vários ambientes dos esportes que a marca “veste”, as modelos faziam performances usando shorts de jérsei, uma parka branca semi-transparente, casacos cangurus, um maiô, looks de tênis e golfe. A linha é a perfeita tradução do termo “sport-chic”.

Fashion East: o evento para os novos talentos teve a participação da escocesa Louise Gray, de Henry Holland, da House of Holland - famoso pelas camisetas bem-humoradas - e a Noki House of Sustainability, de JJ Hudson.
Louise Gray: trabalhando com chiffon e muitas cores, a estilista aplicou diversos materiais, inclusive ferramentas, aos vestidos retos.


House of Holland: as camisetas com slogans rimados ficaram para trás e o que se viu na passarela foi uma releitura dos anos 80, com muita cor, estampas e formas reveladoras.


Noki: o protesto bem-humorado reuniu referências ao heavy-metal, estampas do Mickey, mil sobreposições e até máscara tapando a boca das modelos!


19/09/07

Aquascutum: a dupla Michael Herz e Graeme Fidler pensou na metamorfose de uma borboleta para criar a primavera 2008 da marca. Assim, o primeiro look era uma capa de chuva cinza, seguido por peças em preto e branco, até finalmente as cores (azul, rosa, vermelho, amarelo, verde, marrom e marinho) aparecerem nos vestidos, blusas, saias abaixo dos joelhos, blazers e calças mais curtas. Um certo volume estava presente nas blusas de mangas amplas e no balonê de alguns vestidos. Para terminar, estampas florais grandes, marcando bem o nascimento da borboleta.

Fotos: reprodução

Giles: difícil enquadrar um tema nas coleções de Giles Deacon. O trabalho do estilista é focado na modelagem e nos tecidos e ainda que fosse possível identificar algumas referências (anos 50 e camponesas), tudo vai por água abaixo quando uma estampa de Bambi jorrando sangue aparece...enfim, vamos às formas: muitos vestidos tipo debutante, com saias volumosas, alguns corselets, maiôs e trench-coats. Além disso, muitas aplicações de flores e folhas nas peças, looks em jeans, tricôs, tecidos semi transparentes, cetim duchesse, tule e estampas florais e “manchadas” nos tons de rosa, pele, azul e lilás. O mix foi grande mas o desfile foi um dos melhores até agora.

Matthew Williamson: para comemorar os 10 anos de sua marca, nada melhor do que um show de Prince abrindo o desfile. O estilista é conhecido pelas criações femininas e exuberantes e desta vez idealizou uma mulher cheia de estilo que viajasse pelo mundo e trouxesse referências dos lugares que visitou. Assim, bordados indianos, estampas tribais, efeitos batik e detalhes que lembram a cultura maia apareceram nos vestidos, shorts, batas, caftãs e blusas. A silhueta era mais soltinha e os tecidos alternavam-se entre os mais rústicos, como o linho, e os mais nobres, como o georgette dos looks finais. Para completar, muita cor na passarela: laranja, azul, rosa, verde, além dos neutros cáqui e bege. Esta coleção também marca a volta de Williamson para as passarelas londrinas após algumas temporadas em Nova York. Foi um retorno triunfal.

Roksanda Ilincic: em clima de um grande baile do passado, a estilista trouxe para a passarela muitos looks em cetim, algumas assimetrias e amarrações. Os vestidos eram abaixo dos joelhos, retos ou com detalhes exagerados, seja nas mangas ou nos ombros. As blusas amplas e com ombreiras eram o melhor exemplo. As inspirações variaram entre os anos 40, 50 e até 80 e o resultado foi bem ousado, como os estilistas da LFW sabem fazer tão bem.

18/09/07

Duro Olowu: o estilista nigeriano ficou famoso por seus vestidos, porém, agora, ele mostra que também sabe fazer outras peças, como o ótimo costume que abriu o desfile, verde-água, com calça mais curta e camisa xadrez, com babados por baixo. O show continuou com calças mais soltas e curtas, blusas estampadas, cintura marcada e vestidos de vários modelos: trapézio, abaixo dos joelhos, longos, retos e esvoaçantes. Outro ponto forte de Duro são as estampas, como as florais e tribais que apareceram misturadas e com detalhes de aplicações. A micro meia arrastão era o acessório de destaque.

Fotos: reprodução

Erdem: vencedor do Fashion Fringe, o estilista já está em sua quarta coleção na LFW. Para a próxima primavera, ele se inspirou em alguns clássicos do mestre Yves Saint Laurent e deu seu toque muito pessoal aos tecidos e às estampas. Com muito tafetá, seda, rendas e plissados, ele fez calças tipo Aladim, vestidos de várias modelagens, macacão e shorts, além dos casacos de chuva, uma colaboração com a marca Mackintosh. As estampas óticas eram incríveis, assim como as botânicas deram um ar mais romântico às peças. A cartela foi dominada pelo preto, branco e cinza, quebrada apenas pelas listras vermelhas e rosas de algumas peças.

Nicole Fahri: com referências étnicas nas estampas tribais e nos acessórios, a estilista propõe uma primavera “natural”, com peças volumosas, caftãs, saias, vestidos e cintura marcada. As cores são azul, marrom, cinza e vermelho.

Paul Smith Women: um mix entre o boêmio e o “nerd”. Assim vai ser a primavera de Paul Smith. Os óculos à la Harry Potter, as calças de pregas mais curtas (quase semi-baggy), os coletes e paletós davam um ar intelectual à coleção. Em compensação, os vestidos florais, a mistura de estampas e os colares deram o clima descolado ao desfile. Somando-se a isso, as peças também tinham uma leve inspiração esportiva, com bermudas, parkas e camisas de rugby listradas, além de uma cartela super alegre, com amarelo, azul, rosa e vermelho misturados ao preto, branco e bege.


17/09/07

Christopher Kane: o que esperar de um jovem estilista que chamou atenção do mundo inteiro com seus micro vestidos justos e coloridos? Mais peças coladas ao corpo? Errou quem disse sim. Os anos 80 continuam inspirando Kane, mas desta vez o foco é totalmente diferente. Filmes como “Carrie, a estranha” e “Crocodilo Dundee”, que ele assistia quando criança foram as referências para uma coleção cheia de camisas estilo cowboy, jeans lavados e rasgados, coletes, estampa de cobra e babados, muitos babados. Uma atmosfera “trash” pairava no desfile, se equilibrando entre o ousado e o vulgar. As saias e vestidos tinham camadas e camadas de babados e apareceram em tecidos trasparentes, lisos ou estampados. Os moletons, puros e mais ajustados, ou compridos e com aplicações metálicas já são hits. No fim do desfile, a mensagem é clara: você pode amar ou odiar as peças, mas com certeza está diante de um verdadeiro criador de moda.

Fotos: reprodução

Jonathan Saunders: famoso por suas estampas que misturam cores, o estilista mostrou que também é um mestre da modelagem, com uma silhueta mais justa e cortes, recortes e aberturas estratégicas nos vestidos e saias (curtas ou nos joelhos). Os tecidos eram leves, como chiffon, ou um pouco mais encorpados, ganhando texturas interessantes, como nos ótimos tricôs.

Luella: a estilista voltou a desfilar em Londres depois de algumas temporadas em Nova York e mostrou que sua essência permanece a mesma, porém seu trabalho amadureceu bastante. Inspirada na personagem de Tora Birch no filme “Ghost World”, ela trouxe uma coleção ao mesmo tempo romântica e punk, o que é a cara dela. Florais tipo Liberty, bem fofinhos, apareceram em vestidinhos, mini saias com babadinhos e nas camisas com gola Peter Pan. Mas foram quebradas pelas estampas de morcego, incluindo uma camiseta e uma máscara “batgirl”, pelos apliques nos cabelos das modelos e pelas botas militares. Pura ironia. Para completar, as bolsas que cada vez mais se tornam objetos de desejo: pequenas e a tiracolo ou maxi, de couro ou plástico. Luella sabe mostrar para o mundo o que uma verdadeira London girl descolada quer usar.

Marios Schwab: o que fazer quando você gosta de Medicina e de Moda? Para o estilista a resposta é simples, faça moda e inspire-se no corpo humano para fazer estampas de radiografia, de células etc. O resultado não é uma aula de anatomia mas sim texturas interessantes, cobertas por detalhes e camadas que remetem à pele. As formas são ajustadas ao corpo, com muitos mini vestidos e mini saias, além de uma cartela que incluía amarelo, rosa e preto.

16/09/07


Gareth Pugh: a primeira modelo veio com um cubo na cabeça, mostrando que o estilista continua bem conceitual. Mas o cubo foi substituído por chapéus de fada e os looks desfilados até que tinham sua porção usável. Preto e branco eram as cores, aparecendo em vestidos curtos e justos, franjas, couro e nos muitos bordados de cristais Swarovski.

Fotos: reprodução

Louise Goldin: formada pela Saint Martins e ex-participante do Fashion East, a estilista se tornou uma expert em tricôs e consegue fazer “mágica” com os tecidos e a modelagem. Recortes estratégicos apareceram nos vestidos curtos, com cores misturadas que incluíam laranja, turquesa, verde, roxo, rosa e branco. Já é uma das coleções mais originais desta LFW.

Peter Jensen: inspirado nos subúrbios americanos e no filme “Mink Stole” de John Waters, o estilista colocou na passarela estampas florais tipo havaianas, tons pastel, preto, branco, cinza, azul e rosa. As peças eram clássicos do sportswear americano, como jeans, camisas, vestidos, blazers e até um mocassim violeta.

Todd Lynn: as bandas de rock metal dos anos 80 são referências constantes, mas o que se viu na passarela não era nada agressivo. Na verdade, os looks eram basicamente calças skinny, camisas e blazers com variações de modelagens e recortes. A cartela era apenas composta de preto, branco, marrom e cinza.

Amanda Wakeley: com linhas simples, a estilista fez uma coleção que começou com couro em casacos e blusas, calças e vestidos retos. Depois entraram os tecidos leves nos longos de chiffon e cetim, as mini saias e shorts. Tudo em preto, branco, marrom e cinza.

Eley Kishimoto: a dupla Mark Eley e Wakako Kishimoto é conhecida pelas estampas ultra coloridas. Para a próxima primavera, elas continuam assim e vêm em listras, florais e formas geométricas, misturadas em cores como azul, laranja, roxo, rosa, amarelo, verde...em contraste com os tons neutros. Nas formas, um certo volume nos shorts e mini saias, além de mini vestidos, casacos ¾ e de inspiração esportivas, com capuzes e cadarços.

Julien Macdonald: um dos desfiles mais estrelados da LFW nunca decepciona. A exuberância do estilista aparece nas listras coloridas, nos looks bordados de paetês, nos vestidos com franjas e aplicações de metais à la melindrosa e na silhueta sempre reveladora. Para esta coleção, Julien tinha a Olimpíada de 2012, que vai ser em Londres, na cabeça, e as peças vieram com uma leve inspiração esportiva nos macaquinhos, maiôs e calças mais curtas.

15/09/07

Issa: a brasileira Daniella Helayel conquistou fãs com seus vestidos coloridos e femininos. Agora, é hora de ir além e mostrar que sua marca não está restrita a eles. Para a primavera 2008, a inspiração navy deu o pontapé no desfile que começou com túnicas listradas, estampas fofas, shorts e blusas estilo marinheiro. Houve espaço também para o biquínis bordados, camisetas com silks, poás, corselete, mistura de estampas e bordados brilhosos, estes últimos perfeitos para agradar as atuais e futuras clientes.

Ben de Lisi: as criações do estilista são para uma mulher chique e elegante que usa longos com detalhes de brilhos e babados em cores neutras, ou sai de férias levando na mala peças simples e infalíveis, como shorts, mini vestidos, túnicas e chemisiers.