Menu Content/Inhalt


assina newsletter








Semana de Moda de Milão: 24 a 27/09 Imprimir E-mail
Por Mirela Lacerda   
25 de September de 2007

27/09/07

Dolce & Gabbana: se até mesmo a dupla que mais exalta o sexy troca os looks dominatrix por vestidos floridos, não há mais dúvidas quanto ao clima da estação. O romantismo dos anos 50 estava nos vestidos de saias amplas e nos cabãs com pinturas de flores e pinceladas abstratas. Além disso, jacquards, veludos e transparências apareceram em mini vestidos de cintura marcada e calças de boca mais larga. Para fechar, vestidos de baile super volumosos, com flores pintadas. Nos pés, sapatinhos de amarrar e bolsas de mão de vários materiais.

Fotos: reprodução

Fendi: com os acessórios mais legais da temporada (incluindo uma sandália trançada com o salto coberto por correntes, uma carteira exagerada e os cintos com fivelas de pedras coloridas), a marca ainda conseguiu trazer looks surpreendentes como as peças com círculos estampados ou aplicados, em diversas cores, cujo efeito gráfico era incrível! Para completar, belos vestidos de jérsei com mangas amplas e decotes e recortes com dobraduras estilo origami. Karl Lagerfeld é mesmo um gênio.

Pucci: Matthew Williamson inspirou-se nos índios Navajo para a primavera 08 da grife. Assim, as estampas gráficas da Pucci ganharam cores como laranja, coral, amarelo, rosa e vermelho e as peças, algumas franjas e até penas. Os looks variavam entre mini vestidos retos, com cintura marcada, shorts, bermudas e calças mais curtas e larguinhas no quadril (a modelagem da temporada, aliás). As mangas das blusas e vestidos eram mais amplas e algumas delas sem cavas. O dourado apareceu bastante nos bordados e na parte final do desfile, o azul e o vermelho entraram no mix multicolorido tão característico da marca.

Versace: Donatella fez um mix de safári com deusas gregas e colocou na passarela uma coleção sofisticada e sexy sem exageros. Os vestidos de jérsei drapeados, em cores que iam do bege ao azul royal, passando por laranja, amarelo, goiaba, rosa e verde-água, foram o grande destaque. As togas, blusas de 1 ombro, calças pantalona, um macacão bege e os shorts com bolsos cargo também foram grandes acertos do desfile.


26/09/07

Alberta Ferretti: a indumentária greco-romana ganhou uma releitura super contemporânea com a e estilista, que é uma eterna adepta da feminilidade. A passarela ficou repleta de vestidos drapeados, saias-gladiador e togas, além de algumas calças de seda fluidas e casacos leves. Os detalhes de aplicação de cristais fizeram toda a diferença. Na cartela, desde os tons neutros (creme, branco, cinza) até os mais vibrantes (laranja, amarelo e lilás).

Fotos: reprodução

Anna Molinari: Rosella Tarabini quer focar a marca em uma mulher jovem e descolada. Para isso, criou peças fáceis e com um toque masculino como jaquetinhas usadas com saias pregueadas, mini vestidos com cintura marcada e vestidos-camiseta com desenhos geométricos. As cores eram preto e branco (em listras), cinza e roxo.

Emporio Armani: para sua segunda marca, o estilista adaptou um pouco do que mostrou em seu desfile principal para o público jovem da Emporio. Assim, a dupla mini saia + jaqueta foi a principal do desfile, sendo que algumas saias tinham shorts por baixo. Além disso, bloomers menos volumosos, blusas transparentes, saias balonês e muitos brilhos completaram a receita para conquistar um público cada vez mais internacional.


Gucci: continuando o que começou na última coleção resort, Frida Giannini foi até os anos 50 buscar referências para a coleção. As saias amplas, curtas e longas, jaquetas em vários tamanhos, da motoqueiro ao quase bolero, e as calças mais curtas, com a boca justa, foram as peças principais da coleção. As cores eram preto, branco, amarelo e rosa, que apareceram em estampas florais, aplicações e xadrezes. Alguns elementos que lembravam a indumentária grega também marcaram presença nos decotes de um ombro e nos drapeados com volumes localizados que permearam quase todos os looks. Fechando o desfile, longos de tafetá, amplos ou mais fluidos, com bolsos nos quadris. Os acessórios incluíam peças em verniz e couro croco, entre cintos grossos, sandálias de salto fino, carteiras e a já clássica Indy bag.


Marni: Consuelo Castiglioni está apostando nos tecidos tecnológicos para dar mais um passo de sucesso. Desta vez, o tecido lembra um emborrachado maleável, com brilho envernizado. O melhor de tudo é que ela ainda brinca com as cores, reunindo em alguns looks azuis, roxos, amarelos e ainda verdes, mostarda, vermelho e laranja, além das estampas gráficas. As formas são simples: vestidos retos, acima dos joelhos, saias e blusas mais amplas, casacos ¾, algumas calças e vestidos longos. Entre os acessórios que são sempre hits, destaque para as plataformas de verniz, as pulseiras coloridas e o chapeuzinho-cone.

Roberto Cavalli: quando até mesmo o rei da sensualidade faz um desfile cheio de rendas e com uma silhueta solta, o recado está dado: a próxima primavera vai ser da delicadeza e da suavidade. Cavalli trouxe elementos da era vitoriana, dos anos 70, do filme “Pretty Baby” e dos westerns para fazer um desfile onde os vestidos imperaram. Começando com looks em renda, com apenas algumas calças e casacos de franjas, a coleção mostrou vestidos curtos, longos, trapézios e baby dolls com bordados dourados, estampas tipo Liberty e grandes flores. As calças, blusas e jaquetas, usadas com lenço no pescoço completaram o show, que foi um dos mais surpreendentes da carreira do estilista.

Salvatore Ferragamo: em sua última coleção para a marca, Graeme Black pegou carona na tendência anos 70 que invadiu várias passarelas e trouxe pantalonas, cintura alta, chemisiers, caftãs, mini-vestidos de cintura marcada em jérsei e seda, além de estampas abstratas em tons de laranja, coral, preto, branco e bege. Resta saber o que Cristina Ortiz, a nova estilista da grife, vai introduzir de novidade quando assumir o posto na próxima coleção.

25/09/07

6267: a dupla Roberto Rimondi e Tomasso Aquilano fez um desfile que misturou anos 50 com samurais. Com calças de seda, blusas de mangas fofas e muitos vestidos, a coleção ganhou ares sofisticados e super elegantes. A primeira parte foi dominada por looks em cetim e seda, com marinho, branco, creme e vermelho na cartela. Depois vieram as estampas florais, que pareciam pintadas no tecido, e os tons de turquesa e azul. As formas variavam entre as ajustadas, nos vestidos pelos joelhos, e as amplas, nos trapézios. Porém, a grande brincadeira dos estilistas foi uni-las, modelando um vestido trapézio na frente e fazendo as costas justas, o que causou uma ótima surpresa na platéia.

Fotos: reprodução

Bottega Veneta: Tomas Maier é um adepto do minimalismo, mas faz isso de uma forma nada sem graça ou nostálgica dos anos 90. Sua fórmula é misturar tons neutros (creme, cinza e caramelo) e formas simples (vestidos retos, casacos, saias retas, calças e blazers) com detalhes que fazem toda a diferença: tecidos texturizados, drapeados à la Madame Grés, pequenas estampas e acessórios perfeitos: bolsas trançadas, anabelas, cintos finos e óculos chiquérrimos. A receita ideal para um guarda-roupa de verão.

Blumarine: em clima de férias em Saint Tropez, Anna Molinari criou uma coleção sexy e jovem, que as clientes da marca vão adorar. Em tons lavados de amarelo, laranja, verde-água, rosa e azul, além de prata e dourado, o desfile começou com micro vestidos de renda, usados com jaquetas de couro e cintos abaixo da cintura (foi o primeiro desfile da temporada que mostrou cintura baixa). Depois, vieram os shorts e jaquetas, as camisas pólos curtinhas e justas, usadas com track pants em cashmere e veludo molhado, mini vestidos de jérsei, suéteres com saias em A e muitos caftãs e túnicas. Outros destaques foram os bordados brilhosos, as estampas de leopardo e florais.

Jil Sander: o desafio de Raf Simons é trazer para os anos 2000 a fórmula de sucesso que a estilista alemã criou nos anos 90 com suas peças perfeitas para a mulher executiva. Só que os tempos são outros e a receita precisa ser modernizada. Raf fez então um jogo de proporções, alternando pantalonas com jaquetas curtíssimas ou calças skinny, quase leggings, com blazers e cardigãs mais compridos. Para modernizar ainda mais, cores néon (laranja, pink, azul royal), vestidos curtos e longos bem amplos.

Missoni: a marca continua firme e forte com seus tricôs coloridos e peças fáceis de usar: túnicas, mini vestidos, longos, shorts, blusas amplas, tomara-que-caia, calças...tudo bem estampado e com detalhes de bordados metalizados.

Prada: fadas na Prada? Sim, Miuccia surpreende mais uma vez e coloca na passarela uma coleção totalmente escapista, delicada e inusitada. Referências ao Art Nouveau, aos anos 60 e 70 da Biba e de Ossie Clark ganharam aquele ar intelectual que só a marca sabe dar. As estampas de fada e de seres encantados apareceram em calças e túnicas de seda e em vestidos semi transparentes, com comprimento variando entre o mini e o midi. Além disso, estampas geométricas marcaram presença em saias, vestidos, calças, cardigãs e blusas com decote U e gola-coleira. Na parte final, entram em cena os metalizados, numa saia super ampla e em um vestido bem anos 50. A cartela de cores é um caso de estudo à parte: o mix de tons como verde, azul, vermelho, marrom, preto, mostarda, creme e amarelo é incrível. O mesmo vale para os acessórios: as meias estampadas/texturizadas; as sandálias coloridas, de couro e veludo, com curvas e amarrações; as botas-sandália, e as bolsas pequenas, de mão ou à tiracolo, estampadas, metalizadas e coloridas já são os objetos de desejo mais disputados da estação.


24/09/07

Alessandro Dell’Acqua: as fotografias do japonês Araki foram a inspiração para a coleção que misturou lingerie com japonismos. O desfile começou com calcinhas e sutiãs usados com casaquinhos curtos e foi evoluindo para looks semi-transparentes com detalhes gráficos em creme, lilás e branco. Depois, foi a vez das peças com mangas de quimono, obis, golas chinesas, estampas florais e aplicação de cerejeiras. Para fechar, vestidos em preto e branco estampados ou em pink e turquesa.

Fotos: reprodução

Burberry Prorsum: Christopher Bailey pensou em guerreiras para sua nova coleção. Mas não simples guerreiras, afinal a grife é sinônimo de luxo. As referências militares ficaram por conta das medalhas nos cintos e aplicadas nos casacos e vestidos. O grande destaque foi para os tecidos trabalhados, como o chifon enrugado e as intricadas tramas. As formas eram justas, com muitos vestidos retos, com cintos marcando a cintura. O trench ganhou tons metalizados de cinza e creme, aliás as cores que dominaram o desfile, sendo substituídas pelo vermelho, roxo e turquesa apenas no final.

D&G: o primeiro look anunciava uma incursão ao hippie-chique, com um vestido trapézio de rendas na bainha. Mas, Domenico Dolce e Stefano Gabbana não queriam apenas o clima boêmio para sua segunda marca e acabaram trazendo elementos preppy ao desfile, que também se afastou da sensualidade excessiva de tantas coleções. Assim, os anos 70 apareceram em jeans boca-de-sino, patchworks, vestidos florais, bolsas de couro e sandálias gladiador, enquanto as referências ao estilo preppy foram marcadas pelos suéteres cinza e Fair Isle e as jaquetas. Outros destaques foram os brocados, os babados, os tecidos metalizados e os detalhes de pele.

Gianfranco Ferré: a primeira coleção feita sem o estilista, que morreu em junho, ficou a cargo da sua equipe de estilo. Os terninhos e o corte característico de Ferré ganharam fluidez nos conjuntos de seda, com pantalonas e blazers, camisas transparentes e cintura marcada. Os vestidos apareceram longos, curtos, rodados, com babados e bordados. Algumas peças apareceram em degradé, do branco ao marrom, e houve espaço também para macacões. Na cartela, tons neutros, roxo e lilás. Lars Nilsson estréia como estilista na próxima temporada, vamos ver como ele vai seguir a tradição do “arquiteto da roupa”.

Giorgio Armani: o verão no litoral da Itália. Este foi o ponto de partida do estilista para a sua primavera 2008. Referências ao mar e aos pescadores estavam presentes nas cores (marinho e verde-esmeralda), nos tecidos que lembravam redes, nas calças curtas e nos bloomers, além dos lenços nas cabeças das modelos. As marcas registradas de Armani ganharam uma nova leitura, com jaquetas e casaquinhos mais curtos e justos, vestidos longos estampados ou bordados, saias com amarrações e echarpes. O resultado foi uma de suas coleções mais sensuais e frescas dos últimos tempos.

Just Cavalli: para sua segunda marca, o estilista inspirou-se na África e nos ícones do continente. Estavam lá as estampas tribais coloridas, os caftãs, o patchwork e as estampas de animais. Também houve espaço para jaquetas estilo motoqueiro, micro vestidos, maiôs, peças em couro e seda, e aplicações metálicas.