| Os Sapatos ao Longo da Existência |
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| Por Administrador | |
| 07 de January de 2008 | |
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Costança Basto é designer de sapatos e começou a criá-los aos 15 anos, buscando encontrar modelos que lhe trouxessem mais conforto e beleza. Rapidamente os modelos despertaram à atenção de amigos e familiares. A primeira loja foi aberta em Ipanem, em 98. O sucesso foi tão grande que em 2002 abriu loja em Nova York, onde teve seus modelos reconhecidos por celebridades como Nicole Kidman, Cameron Diaz e Charlize Theron. Em 2005 lançou a Peach, sua segunda marca, onde estendeu seu universo a um público mais jovem e informal. Em sua mais recente empreitada, a BASTO!, Constança apresenta modelos clássicos da sapataria masculina, mantendo o estilo contemporâneo e inovador de suas criações. Rico e inspirador, o universo dos sapatos femininos sempre despertou grande paixão. Modernos ou clássicos, discretos ou poderosos, rasteiros ou altíssimos, os sapatos se tornaram uma poderosa ferramenta da mulher ao longo da história. Desde os tempos idos que a preocupação com os sapatos acompanha a humanidade. Os registros mais antigos datam sua existência já em 10.000 a.C., mas seu simbolismo percorreu os séculos e foi além da mera funcionalidade. O requinte imaginativo e os ornamentos transformaram-nos em peças fortes e ditadoras de moda, comunicativas e atuais, envolvendo uma relação de poder, status e sedução. Os etruscos, por exemplo, há 4.000 anos atrás usavam botas altas, amarradas com as pontas viradas, denotando a valorização de um modismo bastante desconfortável, devido ao clima quente da região. No Egito antigo, por volta de 3.100 a.C a 32 a.C, apenas os nobres usavam sandálias de couro, enquanto os faraós usavam sandálias desse tipo adornadas com ouro. Em outra passagem interessante, na tradição anglo-saxã, durante a cerimônia matrimonial o pai da noiva entregava ao noivo um pé de sapato da filha simbolizando a transferência de autoridade. Fotos: divulgação Mulheres importantes de todos os tempos atravessaram a trajetória dos sapatos com suas histórias e curiosidades. Josephine, a primeira esposa de Napoleão Bonaparte, desfilava 5 ou 6 pares diferentes todos os dias. Maria Antonieta jamais usava o mesmo sapato duas vezes e possuía mais de 500 pares catalogados por cor, modelo e data. Alguns tão delicados que só os podia usar sentada, pois não serviam para caminhar. No cinema, Marilyn Monroe foi uma das personalidades que idolatravam os sapatos, todos com salto alto e estilo provocante, considerando-os mais importantes mesmo que a lingerie. Greta Garbo, por sua vez, por não ter pés delicados, dedicava atenção especial aos seus sapatos, buscando modelos discretos que evitavam destacar o tamanho de seus pés.
Um dos primeiros grandes avanços no mercado de sapatos veio do rei Eduardo (1272-1307), da Inglaterra, que padronizou a numeração. Posteriormente, no século XV, a chegada das plataformas (também chamadas por “chapins”) consagrava um modelo que faz sucesso até hoje. Na ocasião, as peças chegavam a alturas absurdas de até 65cm. Em 1642, ainda na Inglaterra, há o registro da primeira produção em massa de sapatos em todo o mundo: Thomas Pendleton fez quatro mil pares de sapatos e seiscentos pares de botas para o Exército. E dizem que foi Catarina de Médici quem inventou os sapatos de salto alto, já que, delicada e pequena, encomendou sapatos com altos saltos para parecer mais magra e alta durante a cerimônia de seu casamento com Henrique II. O ano de 1822 trouxe uma importante transformação, quando os sapateiros americanos criaram o “sapato torto”, onde o pé direito é diferente do pé esquerdo, tornando a peça mais confortável.
O século XX chegou com grandes novidades. Materiais, técnicas e tecidos são agregados ao desenvolvimento, setorizando a concepção entre design, modelagem, confecção, distribuição, etc. Nesse período surge um novo personagem, o bottier (ou designer de sapatos), criando um leque imenso de novos estilos e modelos, passando a oferecer sapatilhas, sandálias, botas, etc. O crescimento do consumo e a democratização da moda também foram fatores que contribuíram para o desenvolvimento do setor, além da exclusividade de edições especiais e assinaturas de estilistas, que marcou a ascensão dos sapatos a verdadeiros artigos de luxo.
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