| Pucci para Todas! |
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| Por Administrador | |
| 21 de January de 2008 | |
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Paula Acioli é designer e especialista em Moda pelo London College of Fashion. Está à frente do PA/ Profashional Pesquisa de Moda e do GEM - Grupo de Estudos de Moda e é docente nos cursos de graduação, extensão e MBA em Moda da UniverCidade. O verão 2008 nem acabou, mas uma coisa é certa: já podemos eleger o que foi a febre da temporada – as estampas psicodélicas, que assolaram as vitrines e as ruas de todo o Brasil: de Norte a Sul, das principais capitais às cidades do interior. No Rio, ainda é difícil andar em qualquer lugar que seja, sem encontrar as tais estampas “estampando” o corpo das cariocas na forma de blusinhas, batas, vestidos, leggings, lingerie e por aí afora... Mas de onde veio essa febre das estampas psicodélicas? Fotos: reprodução A história é muito simples e se repete a cada temporada. Nas semanas de moda do hemisfério norte (que apresentam suas coleções antes das nossas) os desfiles de algumas grifes se destacam; seduzem as mais poderosas editoras de moda do planeta; ganham notoriedade nas mais influentes publicações do gênero; são vistas nas vitrines das principais capitais da moda mundial e, finalmente caem no gosto do consumidor. Essa é a seqüência normal. Mas, além disso, a incrível velocidade das notícias, graças, sobretudo à internet, faz com que, já a partir de uma das etapas iniciais do ciclo da moda – a dos desfiles internacionais – as principais tendências lançadas nas passarelas sejam imediatamente divulgadas nos quatro cantos do mundo, e (com a mesma velocidade) copiadas à exaustão! No caso das estampas psicodélicas que viraram febre nacional, foi o desfile da Pucci para o verão 2007 (nosso verão 08) a origem da “virose fashion” neste verão brasileiro. Foi um show de moda que comemorou, em grande estilo, os 60 anos da marca, criada em Florença, na Itália, pelo marquês Emilio Pucci.
A grife (de luxo) é famosa pelas extraordinárias estampas que sintetizam através de seus (típicos) desenhos e cores, as grandes paixões de seu fundador: a Idade Média, a arte moderna italiana, o movimento psicodélico e os tons azulados do mar de Capri. Nos anos 60 e 70, a grife conheceu seu auge. Com a morte de seu criador, nos anos 80 e 90 a marca passou por crises e ajustes e chega a 2008 fortalecida (foi adquirida pelo LVMH, o maior conglomerado de luxo da atualidade) e renovada pelo talento de Matthew Williamson, estilista britânico, atual diretor criativo da Pucci.
O mais bacana nessa história toda é o “resumo da ópera”: o estilo aristocrático de uma grife de luxo cair no gosto popular, virar mania nacional e ser visto “desfilando” em corpos de mulheres dos mais diferentes tipos – baixas ou altas magras ou gordinhas, jovens ou idosas, mas com certeza, muito distantes da perfeição das modelos de passarela – sem que a maioria das adeptas do look saiba sequer quem foi Emilio Pucci. Andei perguntando a algumas das fãs das estampas “tipo Pucci” que encontrei nas ruas, se sabiam quem era Emilio Pucci, e uma delas me respondeu com a seguinte pergunta: “Não é aquele ator da Globo que fez a novela Terra Nostra?”
No Rio, as liquidações de verão (que começam cada vez mais cedo a cada ano que passa) já oferecem as peças com estampas psicodélicas / hits da temporada pelos preços mais baixos que se possa imaginar, num sinal – quase sempre interpretado no meio da moda – de que a febre vai passar. Ok, a febre vai passar, mesmo porque o inverno está chegando e o xadrez vem com força total para “botar ordem” e “dar um tempo” nesse verão lisérgico. Com todo o vaivém das estações, nada melhor para definir o que penso neste finalzinho de verão, que uma versão – adaptada por esta simples mortal que vos escreve – da célebre frase: “A moda (ou modismo?) passa. O estilo (Pucci) permanece”. Para poucas e todas! Foto: Paula Acioli Fotos: Paula Acioli Fotos: Paula Acioli |











