| Sweeney Todd: Mais uma Dobradinha de Sucesso entre Johnny Depp e o Diretor Tim Burton |
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| Por Beta Taliberti | |
| 08 de February de 2008 | |
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Ganhador do Globo de Ouro de melhor filme musical e indicado ao Oscar de Melhor Ator, Direção de Arte e Figurino, "Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” é uma adaptação do thriller musical de Stephen Sondheim (encenado na Broadway pela primeira vez em 1979) e estréia nos cinemas brasileiros hoje. O filme marca a sexta parceria do diretor Tim Burton com o ator Johnny Depp. A parceria começou com “Edward Mãos de Tesoura”, em 1990. Quatro anos depois veio “Ed Wood”, com a cinebiografia do pior cineasta do mundo. Em 1999, voltaram com “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” e em 2005 com “A Fantástica Fábrica de Chocolate”. Fotos: reprodução O protagonista da história é o barbeiro Benjamin Barker (Depp), que depois assume a identidade de Sweeney Todd. Este homem vive para se vingar do usurpador que destruiu seu casamento, foi responsável pela morte de sua mulher e agora é tutor de sua filha, por quem nutre uma paixão incestuosa, querendo casar-se com ela. Mandado à prisão por falsas acusações, Barker fica longe do país por 15 anos. Muitos anos depois de abandonar Londres, ele retorna à cidade e vai morar no prédio onde funciona a imunda doceria de uma velha conhecida, a Sra. Lovett (Helena Bonham Carter, mulher de Burton, em seu quinto filme com o diretor). Ali, instala sua barbearia, adota o nome que o celebrizará e cultiva a idéia de devolver o sofrimento. Nesta Londres pré-vitoriana, o barbeiro só pensa em se vingar e pavimenta o caminho para seu objetivo com sangue, matando todo tipo de figura que é logo em seguida transformada em carne moída para as deliciosas tortas que fazem da taverna de Helena Bonham Carter um sucesso sem precedentes.
O filme pode ser encarado como uma mistura de elementos de filmes anteriores de Burton. Ele é composto por uma atmosfera sombria, como em "A lenda do cavaleiro sem cabeça", situações macabras, como em "A noiva cadáver" e personagens esquisitos, como em "A fantástica fábrica de chocolate" ou "Edward Mãos de tesoura". Nos cenários de Dante Ferretti ("Gangues de Nova York", "Entrevista com Vampiro" e vários filmes de Fellini) e figurino impecável de Colleen Atwood (“Missão Impossível 3”, “Memórias de uma Gueixa” e “Chicago”) prevalece a estética dark de todos os filmes em que Depp e Burton trabalharam juntos. Além dos cenários e figurinos, a maquiagem caprichada dá ao filme o esperado visual gótico, quase sempre em tons de preto, cinza e azul-escuro.
O personagem de Depp faz lembrar o memorável Edward Mãos de Tesoura, com lâminas a postos, looks sempre pretos e rosto pálido. Trata-se de um musical sombrio e sangrento, chegando a ser até depressivo. A intenção era justamente essa. Burton queria que seu musical desse a impressão de preto-e-branco, apenas com o sangue quebrando o tratamento que faz da dessaturação da cor um dos trunfos da realização. A única seqüência realmente colorida é uma cena em que a Sra. Lovett fantasia um futuro romântico em uma praia com o obcecado Todd. Mas mais parece uma cena de humor do que um final feliz. Aliás, feliz não é uma palavra que tenha vez nos filmes de Burton. É ver para tirar suas próprias conclusões e depois acompanhar a corrida para o Oscar 2008!
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