| Gravatas Skinny – Será que Você Sabe Realmente Usá-las? |
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| Por Ana Severo | |
| 29 de April de 2008 | |
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Em sua edição do mês de abril, a revista Details lançou rumores sobre o possível fim das skinny ties – ou seja, das gravatas fininhas que nos acostumamos a ver desde que Hedi Slimane instituiu um novo look masculino quando ainda estava à frente da Dior Homme. Conhecido por sua obsessão por tipos meio punks, meio roqueiros e sempre esqueléticos; Slimane criou uma nova silhueta masculina, em que calças, camisas e blazeres possuíam modelagem mais justa, bem próximas ao corpo e que valorizavam a magreza de quem as usava. Até mesmo as gravatas “emagreceram” sob o olhar do estilista, respiraram certo ar retrô-anos 50 e dominaram as mais variadas passarelas em 2007, passando por Lanvin, Alessandro Dell’Acqua, Rag & Bone e Narciso Rodriguez. O look pegou rapidinho e logo começamos a ver famosos do mundo da música (liderados pelo ícone de Slimane, Pete Doherty) e do cinema (como Jude Law, Patrick Dempsey, Matt Dillon e Johnathan Rhys-Meyers, entre outros) exibindo lindas silhuetas nos tapetes vermelhos mais disputados do planeta. Fotos: reprodução O que a revista coloca em questão, para falar bem a verdade, não é a completa extinção da skinny tie e sim sua banalização e uso indiscriminado. Moda é algo um tanto perigoso e deveria vir com bula e instruções de uso, assim como medicamentos. Porque nem bem uma tendência é lançada, a maior parte das pessoas acredita que todas as novidades podem e devem ser usadas até a exaustão, não importando o tipo físico, as preferências pessoais ou o estilo de vida de cada um. E isto é um grande erro! Moda não é para qualquer um e, digo mais, nem tudo o que se vê nas passarelas e nas celebridades fica, necessariamente, bem nos simples mortais (que, diga-se de passagem, são a maioria). O artigo focou neste detalhe que poucas pessoas – homens ou mulheres – levam a sério. É só parar e pensar no estereótipo que desencadeou o lançamento deste “novo homem, por Hedi Slimane”. Não precisa ser nenhum expert para saber que nem todos se encaixam neste perfil extremamente magro, de sangue rock’n’roll. A partir do momento que as skinny ties invadiram as ruas e atingiram uma população de homens mais cheios, os designers abriram os olhos para o que estava acontecendo.
Ok, concordo que as gravatas grandes a que estávamos acostumados precisavam ser atualizadas, mas sem exageros. As skinny foram afinando tanto que, em alguns casos, parecia que a cabeça do cidadão estava prestes a explodir, tamanha a desproporção! Também está certo que elas ajudaram a modernizar um estilo, conferindo um ar mais cool ao visual visto entre o final dos anos 50 e o começo dos 60. E, embora elas sejam bacanas, infelizmente não é todo mundo que fica bem com elas. Ainda vale lembrar que no mundo dos negócios, as gravatas tradicionais prevalecem – pois denotam maior seriedade.
Então, só para recapitular: este tipo de gravata só fica bem em pessoas que consigam adotá-la em conjunto com um terno mais sequinho, seguindo à risca o “new look” criado pelo ex-estilista da Dior Homme, ou com acessórios retrô que glamurizem e atualizem o look, como uma bela calça de alfaiataria acompanhada por um colete ou um chapéu. Tudo é uma questão de estilo e proporcionalidade – pessoas mais cheias não têm porte para este tipo de roupa, assim como lapelas enormes não combinam com gravatas skinny. “Se você tem uma postura, um estilo como o de Joey Ramone, tudo bem; mas se você é aquele cara que se veste apenas para ir ao trabalho, aí a coisa não funciona. Você tem que seguir seu estilo”, ensina o designer Michael Bastian.
Por isso, alertamos (fazendo coro com a Details) quanto ao uso indiscriminado do que se vê nas passarelas e nas celebridades. E lembramos que, ao induzir a volta das skinny ties, abriu-se a porta para outra tendência – o uso das ascots, lenço fino de seda usado para enfeitar o pescoço masculino no lugar da gravata. Mas isso já é assunto para outra terça. Até lá! |







