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Já falei aqui sobre a obsessão da moda com os anos 70. Parece incrível mas o período que vai do fim dos anos 60 até o comecinho dos 80 é uma fonte inesgotável de releituras. Para esta primavera, não foi diferente e os looks mais vistos nas passarelas foram inspirados no visual “paz e amor” dos hippies e também no psicodelismo da segunda metade da década de 60. Passaram-se 40 anos desde o icônico ano de 1968 e seu famoso “Summer of Love”, época determinante na cultura e na política mundiais. Talvez por isso várias marcas tenham mergulhado no clima do “ano que não acabou”.  Vestido de Duro Olowu (à esq) e da D&G
De um lado estão as grifes que trabalharam os elementos do estilo hippie, como as roupas de aspecto artesanal, as franjas, as penas, o patchwork, os bordados e o tie dye. Nesta turma encaixam-se Duro Olowu, Balmain, Etro, Roberto Cavalli e D&G. A tendência aconteceu com mais destaque em Milão (cidade onde as três últimas etiquetas citadas desfilam), mas em Paris a coleção de Christophe Decarnin teve uma ótima recepção e as peças ganharam o guarda-roupa das celebridades como Kate Hudson, que logo usou o vestido tomara-que-caia longo e estampado num evento em Hollywood.
 Roberto Cavalli (à esq.) e Balmain
 Eley Kishimoto e dois looks da Etro
Numa outra direção, estão as coleções com estampas psicodélicas, coloridas e até mesmo com motivos lisérgicos – caso da Prada com suas figuras de seres mágicos. Os desenhos da Eley Kishimoto e da Blumarine são outros bons exemplos. Além disso, formas como túnicas e calças boca-de-sino lembram bem a silhueta do período. Para completar, os acessórios: bolsas estampadas (Prada), sandálias de tecido e bijuterias artesanais.
 Look e bolsa da Prada e e túnica Blumarine
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Nas ruas  The Sartorialist no Festival Hyères
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