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A pesquisa “O Mercado de Luxo no Brasil” teve sua segunda edição realizada entre novembro de 2007 e abril de 2008 visando conhecer esse restrito universo de consumidores, bem como seus investimentos e perspectivas. Realizada pela MCF Consultoria & Conhecimento e pela GfK Indicator, a pesquisa ouviu 342 pessoas além de 100 empresas nacionais e internacionais que operam no mercado de luxo do Brasil em diversos setores como: moda, bebida, alimentação, cosmético, automobilístico, bem estar e outros. A conclusão é que as mulheres com idade média de 36 anos são as principais consumidoras (58%) e que entre suas características marcantes está o alto grau de instrução – 91% têm nível superior completo –, boa parte é casada (48%) e não tem filho (66%). A cidade de São Paulo é o principal mercado do consumidor de luxo, onde moram 62% dos entrevistados. Quatro em cada dez representantes desse segmento gastam até R$ 1.000,00 por compra, sendo a moda o principal foco de consumo – apontada por 70% dos entrevistados – e a qualidade do produto é o motivo da compra para 41% dos clientes. Entre as marcas internacionais lembradas por estes consumidores está a Louis Vuitton, com 27%. Dentre as nacionais, a top of mind ficou com a H. Stern, com 31%.
Fotos: reprodução
 Campanha de outono 08 da Louis Vuitton: a marca de luxo preferida das brasileiras No ano passado, o setor do mercado de luxo cresceu 17%, chegando a um faturamento de US$ 5 bilhões, valor triplamente superior ao que foi registrado pelo PIB brasileiro no mesmo período. O nosso país é um mercado emergente para o negócio de luxo, com grandes possibilidades para expansão. Para este ano, a expectativa é manter a média histórica de crescimento em torno de 20%. É um resultado significativo, mas ainda há muito espaço a ser explorado já que outros países emergentes têm apresentado aumento superior ao brasileiro. Essa visão fica ainda mais nítida quando se leva em conta a pequena presença de marcas internacionais no país e a concentração de empresas em São Paulo. Das companhias participantes da pesquisa, 59% são de origem nacional e 71% estão localizadas na cidade de São Paulo. “Nas projeções para 2008, Rio de Janeiro e Distrito Federal devem ter uma expansão significativa dentro do mercado de luxo, concentrando, respectivamente, 44% e 28% das empresas”, diz Ricardo Moura, gerente de projeto da GfK Indicator.
 Pingente "Love"da H.Stern, que aparece no filme "Sex and the City"
Segundo Carlos Ferreirinha, Sócio- Diretor da MCF Consultoria, estes números do cenário nacional são positivos porque, desta forma, o luxo brasileiro começa a ganhar espaço no mercado internacional, reforçando a globalização do mesmo e a evolução da qualidade dos produtos e serviços brasileiros. Os maiores obstáculos para o crescimento deste setor são a tributação e os diversos problemas alfandegários, dificultando a importação. Para os próximos anos os empresários estão dispostos a investir no fortalecimento de suas marcas e lojas próprias.
Coluna assinada por Julia Corson
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