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Bad Girls Go Everywhere Imprimir E-mail
Por Ana Severo   
17 de June de 2008

     Quando eu era pequena, a moda era colar adesivos engraçadinhos nos vidros ou na parte traseira dos carros. Dos muitos que passaram pelos meus olhos, um eu nunca mais esqueci. “Good girls go to haven, bad girls go everywhere” – ou boas meninas vão para o céu, meninas más vão para qualquer lugar. Demorei um pouco para entender o fascínio que as meninas más exercem sobre as pessoas, em particular, os homens. Por isso, em homenagem a elas, que realmente estão everywhere, aqui vai uma listinha destas meninas/mulheres más que, além de um tanto fashion (umas mais, outras menos... bem menos), habitam o imaginário masculino e fascinam quase todo mundo.

     Christina Aguilera
     A cantora descendente de equatorianos e irlandeses e nascida em Nova Iorque tem carinha de anjo, mas o vozeirão no mesmo estilo de suas musas Aretha Franklin, Etta James, Nina Simone e Madonna. Seu álbum de estréia, de 1999, rendeu-lhe o Grammy de Artista Revelação e o hit Beautiful, de seu segundo disco, também deu à cantora o prêmio de melhor performance pop feminina. Durante a adolescência, ela atuou ao lado de Britney Spears e Justin Timberlake, entre outros, no programa infantil The Mickey Mouse Club.

  Fotos: reprodução

Christina Aguilera - voz de diva, imagem sexy e provocante

     Seu lado bad girl apareceu junto com a divulgação de seu segundo álbum, quando Christina adotou uma imagem sexy e provocante – à época surgiram boatos de orgias incluindo a cantora e sua equipe. Em 2003, o beijo trocado entre ela, Britney Spears e Madonna durante a premiação do MTV Music Awards deu bastante o que falar. Em 2005, a loirinha casou-se com o produtor musical Jordan Bratman, com quem teve seu primeiro filho este ano.

     Naomi Campbell
     De origem super étnica (ela possui descendência jamaicana e, acredite, chinesa), Naomi começou a carreira de modelo aos 15 anos, idade com que fez sua primeira capa para a revista Elle inglesa, substituindo uma modelo que não compareceu à sessão. Dois anos mais tarde, foi a primeiro modelo negra a aparecer na capa das Vogue francesa, inglesa e japonesa, e da Time magazine. Ela também apareceu no livro Sex, de Madonna. Sua carreira atingiu o auge nos anos 1990, quando junto com Cindy Crawford, Linda Evangelista, Christy Turlington, Claudia Schiffer e Kate Moss formou o grupo de topmodels mais bem pagas do mundo, o Big Six.


A modelo inglesa é chegada a bater, puxar os cabelos e onfender quem trabalha com ela

     Mas o que a coloca em nosso grupinho de meninas más é o fato da pantera já ter sido julgada e até mesmo presa sob acusações de violência, na maioria, contra suas ex-assistentes e empregadas. Seus namoros turbulentos, suas bebedeiras e, claro, seus atos de violência também já lhe renderam páginas e mais páginas em revistas de fofoca e tablóides.

     Amy Winehouse
     Aos 24 anos, a cantora e compositora inglesa Amy Winehouse ficou mundialmente conhecida não apenas por suas músicas, mas pelas confusões em que se mete, pelas prisões e pela quantidade de drogas que usa. Seu primeiro álbum foi lançado em 2003 (Frank), mas o sucesso chegou mesmo três anos mais tarde, com Back to Black, pelo qual foi nominada a seis Grammy (o Oscar da música) e levou cinco. A mistura de soul, jazz e pitadas de R&B chamou a atenção da mídia, assim como sua bela voz – que já foi comparada a de Sarah Vaughan e tem a voz perfeita para a trilha de James Bond.


Drogas e soul - este parece ser o lema adotado por Amy Winehouse

     Dona de um estilo único – marcado pelo enorme coque alto – ela atraiu seguidores e se tornou até mesmo a musa do estilista Karl Largefeld, que a chamou de “a nova Bardot”. Ela vem lutando contra a dependência química (resultado do uso abusivo de substâncias ilícitas e álcool), contra um comportamento auto-destrutivo e, cá entre nós, contra um geniozinho do cão! Cada saída de casa descabelada, machucada ou – digamos – um pouco alterada é um prato cheio para a mídia sensacionalista inglesa (ou melhor, mundial). Isso, sem contar as vezes em que foi presa ou simplesmente autuada por mau comportamento. Torcemos para que ela tome (um pouco de) juízo e continue nos dando o prazer de ouvir sua voz rouca e suas letras melancólicas.

     Juliette Lewis
     Nascida em Los Angeles, a atriz que já foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (por seu papel em Cabo do Medo, onde contracenou com Robert De Niro) é conhecida por seu gosto por papéis excêntricos. É só lembrar dos papéis interpretados nos filmes Kalifornia (1993) e Assassinos por Natureza (1994). No primeiro, aliás, ela atuou ao lado de Brad Pitt, seu namorado da época – assunto no qual Lewis não gosta de tocar, mas que os tablóides adoram falar que foi seu grande amor.


Com talento de atriz reconhecido, Juliette Lewis vem recebendo elogios por seu lado cantora

     Ela, que cresceu ouvindo Billie Holiday, Rolling Stones, James Brown e Janis Joplin, mas é adepta mesmo de um som mais pesado. Desde 2002, ela é a vocalista do grupo hardcore Juliete and the Licks. Sua entrada em nosso rol é por sua atitude super rock n’ roll!

     Lindsay Lohan
     A atriz americana (que também faz as vezes de modelo e cantora) começou a trabalhar bem cedo, aos onze anos, e hoje, aos 21, a atenção que vem recebendo não é apenas por causa de sua carreira. Apesar de bem jovem, sua ficha policial já é um tanto extensa: suas múltiplas prisões e (mais uma!) o uso abusivo de drogas e álcool tornaram-se notícia constante nos tablóides.


Lindsay Lohan pode até não ser uma excelente atriz, mas é uma encrenqueira de primeira

    Lohan ganhou os jornais em 2002, quando brigou publicamente com a também atriz/cantora Hillary Duff por Aaron Carter – que as duas namoravam simultaneamente. Os últimos boatos sobre sua vida pessoal ligam a ruivinha à DJ Samantha Ronson. Independente de sua vida sexual, Lohan figura entre as mulheres mais sexy do planeta.

     Kate Moss
     A inglesa nascida em 1974 não tinha a menor idéia da dimensão que sua carreira tomaria quando, aos 15 anos de idade, foi fotografada para a revista The Face. De uma hora para outra, em plenos anos 1990, quando o sucesso estava nas mãos de modelos curvilíneas como Claudia Schiffer ou Cindy Crawford, Kate passou a ser o novo e melhor rosto que representava a geração grunge. De lá para cá, ela já foi capa de mais de 300 revistas de moda, está na lista das modelos mais bem pagas do planeta (além de ser dona de uma fortuna invejável), figura entre as mais sexy do mundo e é tida como ícone fashion.


Sua foto cheirando cocaína quase colocou sua carreira em risco, mas Kate já deu a volta por cima

     Só que nem tudo são flores... Sua vida pessoal dá o que falar desde a época em que teve um relacionamento um tanto conturbado com o ator Johnny Depp. Se sua beleza sem dúvida aumentou após a maternidade, conferindo-lhe mais curvas e um ar mais maduro. O porém é que a maturidade ficou apenas nas aparências. Seu último relacionamento, com o músico Pete Doherty (que, aliás, vem sendo associado à Winehouse), quase afundou a carreira da bela, quando ela foi fotografada cheirando cocaína durante uma sessão de gravação da banda de Doherty, Babyshambles. Todos os seus contratos foram cancelados! Mas, claro, que isso já são águas passadas e Kate já está figurando em campanhas milionárias all over again.

     Elas já foram más
     Se você sentir falta de Madonna e Angelina Jolie em nossa lista, nossa explicação é seguinte:


Ela ainda adora chocar o mundo, mas está bem mais comportada

     Madonna, que já gravou clipe beijando santo (negro), simulou orgasmos no palco, lançou livro com fotos nuas, apareceu ensinando a colocar camisinha com a boca em vídeo de sua turnê, enfim, fez o diabo, como diriam nossas avós, mudou. Casou-se, teve filhos (seus e adotados), prega a Cabala mundo a fora, apóia causas humanitárias e até livro para crianças escreveu! Ela só não perdeu a pose, o senso fashion e, muito menos, o corpão. Não dá nem para acreditar que daqui a pouco ela entra na casa dos 50!


Pelo o que temos visto, ser mãe e defender causas humanitárias é mais prazeroso que ser uma bad girl

     Angelina, que também foi mais rebelde, já não carrega sangue no pescoço, não sai beijando mulheres por aí (ok, o selinho na mulher de Clint Eastwood em Cannes quase nos convenceu que ela estava de volta) e desandou a fazer ou adotar filhos como ninguém. Ela até perdeu um pouco (bem pouco) do corpão, sob suspeita (nunca desmentida) de anorexia. O fato é que, uma super mãe, não combina mais com ser uma bad girl.